Protestos pela habitação. Porta-voz do Livre acusa Montenegro de alimentar "clima de crispação"

Protestos pela habitação. Porta-voz do Livre acusa Montenegro de alimentar "clima de crispação"

Isabel Mendes Lopes não tem dúvidas de que as palavras do primeiro-ministro e do presidente da Câmara do Porto "agravaram os protestos" pelo direito à habitação.

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Mariana Soares Ferreira

Isabel Mendes Lopes acusa o primeiro-ministro de um “alienamento enorme” em relação à crise da habitação depois de Luís Montenegro ter pedido aos partidos e aos portugueses que não caíssem na tentação de “importar para Portugal climas de instabilidade” por “razões meramente egoísticas”.

A porta-voz do Livre diz que esta é uma “fala irresponsável” e “faz lembrar quando Passos Coelhos dizia que os portugueses não podem ser piegas”.

“Isto é não perceber o contexto do panorama da habitação que estamos a viver em Portugal e o absoluto desespero em que as pessoas estão”, disse a porta-voz em entrevista à RTP.

“Há um clima de crispação que o primeiro-ministro alimenta”, afirma, considerando que as que as palavras do primeiro-ministro e do presidente da Câmara do Porto “agravaram os protestos”.


Isabel Mendes Lopes não tem dúvidas de que as imagens dos protestos pela habitação no Porto mostram uma desproporcionalidade da violência policial e sublinha que este problema “não é de agora”.

Em relação à proposta do Orçamento do Estado para 2027, o Livre defende que “é essencial voltar a baixar o IVA”, lembrando que este nunca desceu desde a altura da Troika.

O partido defende ainda um reforço do abono familiar, sobretudo para as famílias monoparentais, e a transformação do passe ferroviário verde para o passe de mobilidade nacional, sendo uma forma de se “conseguir diminuir os custos da mobilidade, sobretudo nesta altura em que os combustíveis estão tão altos”.

Em relação à TAP, Isabel Mendes Lopes considera-a uma empresa estratégica e importante para a "coesão territorial" do país e afirma que numa privatização total da companhia aérea não há garantia de que este propósito continue a ser cumprido.
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